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Na Bahia, Fórum Nacional discute investimento para CT&I e importância da relação entre agências e Faps

07/03/2013 - Samila Bonilha

O anúncio de mais investimentos para a ciência, tecnologia e inovação e a importante articulação entre as agências nacionais como CNPq, Capes, Finep e as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa deram a tônica da abertura oficial do Fórum Nacional de CT&I do Confap, realizado em Salvador, sob coordenação da Fapesb.

O professor Mário Neto Borges, presidente do Confap, abriu o evento que contou com representantes de quase todas as Faps, pesquisadores, autoridades e imprensa especializada em ciência e tecnologia. “Congregar as 26 Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa, em suas diferentes realidades, e as agências federais é um trabalho fundamental para o desenvolvimento do país”, frisou o dirigente. “O Brasil deve ser não apenas uma potência econômica, mas também uma potência científica, cultural e social. Somente com investimentos em CT&I isso será possível”.

As perspectivas para o setor em 2013, segundo Mário Neto, são muito positivas como sinalizou o Governo Federal. Em reunião com representantes da área de CT&I, em 6 de fevereiro, a presidente Dilma Rousseff anunciou consolidação do apoio a esse ministério. “Houve clara demonstração e interesse em investir no setor, com aumento significativo de recursos e o não contingenciamento de verbas. Temos agora um espaço aberto para apresentação de propostas estratégicas e isso será cobrado de nós pela presidente. Vamos aproveitar esse encontro para reunir representantes das Faps e agências nacionais para discutirmos e articularmos novas propostas. Somente dessa maneira a ciência e tecnologia vão assumir seu lugar de direito: um pilar fundamental para o desenvolvimento do país”, disse o presidente do Confap.

O diretor de Cooperação Institucional do CNPq, Manoel Barral, completou com o argumento do professor Mário Neto e disse que também está confiante no novo cenário econômico do setor para este ano. Ele reforçou a importância da interação entre agências federais e fundações estaduais. “É preciso discutir os entraves para que a ciência esteja no mesmo patamar da economia. Um dos grandes limitadores é a formação de cientistas no Brasil, menor que a média mundial. Essa base precisa ser ampliada”.

Os representantes da Finep e Capes, respectivamente, Rodrigo Rodrigues e Márcio de Castro, também defenderam a importância da articulação entre estados e suas fundações de pesquisas e as agências. Rodrigues citou o programa Tecnova, que está transformando a estrutura e capacidade de investimento. Segundo ele, o projeto é uma ação que segue essa linha de raciocínio, da interação.

O cenário da ciência, tecnologia e inovação do estado da Bahia foi destacado na fala do presidente da Fapesb, Roberto Paulo Machado. “Estamos trabalhando para que a CT&I se expanda de forma consistente e continuada. Investimos na melhor distribuição espacial das pesquisas, via universidades instaladas nas mais diversas regiões. Para garantir um futuro promissor é preciso investir na ampliação da formação científica e infraestrutura. E defendo ainda o estreitamento da relação entre academia e empresas e mudança nos padrões de comportamento do empresário”.

Autoridades, pesquisadores e representantes das Faps, incluindo o Diretor Científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Tocantins, Dr. Renato Sarmento e a Assessora Samila bonilha participam em peso do Fórum Nacional até sexta-feira (8). 

Os debates seguem até amanhã, sexta-feira (8), no Bahia Othon Palace, em Salvador.